Arcade, Casual, Luta, Playstation
My Hero all’s justice o jogo definitivo da franquia? confira agora no melhor Review da internet
Terceiro titulo da franquia My hero chega prometendo ser o titulo definitivo, mas será mesmo? Com um combate casual ele trás mais personagens, modos novos e mudanças na gameplay, venha conferir o review mais completo do jogo feito por alguém com grande experiência em jogos de anime e jogos de luta, além de conhecer a série de fato.
A proposta
My Hero All’s Justice (ou Boku no Hero All’s Justice para os fãs mais íntimos) é o novo título da franquia depois de 2 jogos, e apesar de não ter o 3 no nome, ele se trata sim de uma sequência, pois e o mesmo estilo de jogo do anterior e reaproveita muito do que foi feito anteriormente, a franquia se trata jogos de batalha de arena com os personagens da série nos moldes da série Naruto Storm ou seja, cada título novo você tem melhorias de mecânicas, novos personagens, funções e uma nova parte da história, dessa vez ele traz o arco final do anime, e compila os arcos anteriores de forma mais simples, algo que a série storm sempre fez, mas será que esse título e uma evolução do anterior? será o game definitivo de My Hero?
É isso que veremos nessa análise.
Observação
Eu recebi o jogo da Bandai namco, no qual sou muito grato e agradeço sempre, eu jogo games de anime desde a época do ps2, a maioria deles da bandai, e platinei diversos jogos, atualmente estou perto da marca de 100 títulos platinados de anime, e essa e minha meta para esse ano.
Apesar de toda paixão envolvida e de ter recebido o game, trago minha análise de forma honesta, pontuando o que tem de bom e de ruim no game, como o site precisa de uma nota eu darei minha nota no final, mas não se prendam a isso, eu sou contra sistema de notas, pois pode causar uma leitura e impressão equivocada, e não acho que seja algo preciso, ou realmente útil, mas fica a critério de cada um, também falarei brevemente sobre a platina que e bem tranquila, dito isso vamos para a análise.
Gráficos
Começando pela parte mais óbvia, o game segue com uma qualidade muito boa, gráficos cell shading não costumam ter muito mistério, o jogo tem uma melhora nos gráficos com relação ao anterior, mas e pouco percebida, apenas com um lado a lado você vai perceber, se faz tempo que jogou o anterior você vai achar que é a mesma coisa ou quase a mesma coisa.
A parte dos menus e hud segue o estilo similar ao título anterior, mas tem diferenças, principalmente no “menu” do jogo, aqui ao invés de um menus tradicional, você já aparece com o Midorya no meio da cidade, como se fosse o hub do jogo, ali você vai aos locais que dá acesso aos modos de jogo, ou pode usar diretamente o celular e acessar um menu mais próximo do convencional, o gráfico aqui da cidade e bem bonito, mas só cumpre sua obrigação, pois e um jogo de ps5, nesse quesito gráfico temos vários jogos chineses bem superiores, e eu acho que já passou da hora dos jogos japoneses chegarem no mesmo patamar, mesmo assim ainda está bem satisfatório, mas parece um jogo de ps4 ainda (assim como 90% dos jogos dessa geração)
Músicas e som
A parte do som não tem grandes destaques, a dublagem japonesa segue o primor de sempre e as músicas são boas, não sei identificar se tem músicas do anime aqui, mas ao fazer vídeos e lives notei que tem músicas com proteção de direitos autorais e tive que retirar elas do vídeo, coisa muito chata ao meu ver, pois para o contexto de jogo, não faz sentido.
Gameplay
Aqui é onde começa a polêmicas, e onde pode ou não agradar os jogadores dos títulos anteriores, antes nós tínhamos batalhas de 1 vs 1 com 2 assistentes para cada lado, você os usava para escapar dos combos e para atacar o adversário, acho um recurso legal mas numa batalha 3D e bem caótica, você não tinha muita precisão ao usar os assists principalmente pra atacar, você não consegui esticar muito o combo as vezes por diversas razões, e era comum do personagem atrapalhar o combo ou nem acertar o oponente.
Agora são equipes de 3 personagens no estilo Marvel vs capcom, ou seja, cada um deles tem 1 barra de vida e compartilham a mesma barra de especial, ou seja mesma barra de plus ultra e rising, achei mais interessante dessa forma, mas não significa q o anterior era ruim. Os ataques normais seguem o mesmo padrão desse tipo de jogo, só esmagar botão e já era, eles colocaram ainda uma opção para facilitar ainda mais, mas acho desnecessário e nem usei, mas a princípio se trata de esmagar o botão e sair o combo máximo possível, trocando de personagem e usando plus ultra se tiver barra.
Você tem a novidade que é o rising, um tipo de transformação, mas na verdade a maioria dos personagens tem apenas um boost e não mudam muito seus golpes nem sua aparência, mas não tive tempo de testar todos.
Você tem opções de contra-ataque e de quebra de guarda da mesma forma do anterior, só que o comando mudou um pouco, também e possível quebrar o combo do adversário, você tem o plus ultra, o especial mais forte, e aqui rolou uma polêmica pois foi removido os especiais cinemáticos, o jogo anterior eram 2 especiais, o segundo sendo mais poderoso, isso foi meio que compensado com a mecânica de “combar especiais”, ou seja, tendo barra você emenda o especial dos 3 personagens seguidos, mas eu achei que fez falta o especial nível 2, se não fosse algo cinemático, pelo menos poderia ter um segundo especial, talvez com maior dano e consumo de barra, achei isso vacilo e preguiça, ou limitação de recursos e pressa.
Outra coisa adicionada são mais individualidades, agora são 4 ataques únicos para cada personagem, no jogo anterior eram 3.
No final você não tem mais o plus outra 2 e nem consegue cancelar o combo para poder esticar ainda mais a sequência, os combos são mais curtos e para aumentar a sequência só trocando de personagem, a batalha ficou menos caótica, continua divertida, mas acho que poderia tudo funcionar junto sem percas, pois o resultado não e uma gameplay exatamente melhor, apenas diferente, por isso que alguns podem preferir o jogo anterior ainda.

A polêmica dos estágios
O principal ponto negativo pra mim foi os estágios, temos apenas 9, enquanto no jogo anterior tinha 25 estágios se não estou enganado, diferença absurda, isso aqui me diz que o jogo foi de certa forma rushado, pois tem estágios do modo história que não estão disponíveis, mesmo os do jogo anterior poderiam ser facilmente adaptados aqui, espero que melhore isso com atualizações, liberando pelo menos o que tem no modo história, porem além disso, temos estágios menos caóticos e com menos coisas quebrando, a mecânica de batalha na parede foi removida, e particularmente não me faz falta apesar de ser um diferencial.
Mas temos algumas pedras nos estágios que ficam atrapalhando as lutas, elas não destroem e isso cria situações chatas, além de que tem alguns cenários com plataformas ou degraus que podem fazer falhar golpes pois podem não pegar principalmente ao trocar de personagem, seria melhor que os cenários fossem todos planos como o da praia, além disso temos um efeito e barreira nas bordas dos estágios que a turma reclamou, realmente achei bem maiores do que o necessário, Bleach tem o mesmo recurso mas não incomoda e bem mais sutil, deveriam arrumar isso também.

Elenco e customização
O elenco é bem robusto, mas também traz polêmica, nós temos todos os personagens do jogo anterior e com adições de novos de forma satisfatória, porem a primeira versão do shigaraki não está presente, é a única perca e não faz sentido, e temos a primeira personagem dlc anunciada antes do jogo sair, e lançada menos de um mês que o jogo foi lançado, o que dá impressão de conteúdo removido.
Apesar de não significar muita coisa, a empresa poderia simplesmente segurar o lançamento da personagem mesmo ela estando pronta, a customização foi praticamente removida, você pode mudar cores da roupa do personagem e tem algumas skins, mas e bem limitado se comparado ao jogo anterior, mas aqui eu não ligo muito, pois não e algo que eu curtia do jogo anterior.
Os personagens são bem diferentes entre si, com golpes bem variados, entre golpes físicos, projeteis diversos, contra ataques e até ataques com debufs e tipo de armadilha. Todos foram bem representados aqui no jogo, destaque para a personagem invisível, um poder realmente bem bizarro, não sei dizer muito sobre o balanceamento do jogo, mas os vilões finais principalmente o ultimo parecem meio quebrados, mas é algo que não sei dizer com precisão e pode ser mudado no futuro com as atualizações.
Conteúdo do jogo
Temos modo história onde conta o arco final, porém ficou um buraco para trás, pois tem história entre a batalha final do jogo 2 até essa reta final não contemplada, os arcos dos 2 primeiros jogos são mostrado no modo batalha de arquivo, são lutas principais de forma resumida e mais simples mas é chato que não e possível jogar elas do começo ao fim, você precisa ir liberando através do modo team up mission, não gostei disso, temos modo online bem padrão, modo versus local, online que eu joguei pouco mas me pareceu funcionar bem, treinamento, e também um modo de memorias, onde você interage com alguns personagens e tem algumas mini historias e lutas, mas para isso você precisa liberar os personagens da sala do Midorya jogando o modo team up mission, onde você anda no mini mundo aberto cumprindo missões e aos poucos vai liberando os personagens.
O modo história principal e meio pobrinho e um tanto esquisito, você tem linhas do tempo onde tem batalhas focadas em alguns personagens, e isso faz até certo sentido, porem se seguisse uma sequência como e no anime, talvez fosse melhor e mais seguro, como eu não vi essa parte do anime, fiquei meio perdido, mas quem já conhece não deve ter tantos problemas.
Apesar de ter algumas cenas muito bonitas e bem animadas com os gráficos do jogo, temos cenas com imagens do anime, os típicos “power point” mas bem de qualquer jeito, alguns tem boa definição e outros parece que deu um zoom e a imagem fica meio borrada, temos um resultado bem inconsistente, mas não dá pra dizer que e pior que o jogo anterior que também não era grande coisa, mas ainda acho que antes era um power point mais caprichado, tudo isso me faz parecer que o jogo foi meio rushado, principalmente por conta do modo história e dos cenários, além da ausência do plus ultra 2, para piorar o jogo não e localizado, enquanto os dois primeiros eram, o que piora a experiência do modo história pra nós tupiniquins.
Eu também senti falta do modo arcade, pois apesar de ter o team up mission com batalhas de multidão e missões diferentes, nos quais não me empolgam tanto, temos um modo história estranho, e os arcos iniciais resumidos e que não são liberados de forma independente, e nada disso te coloca par a jogar com os vilões, apenas com 1 ou 2 vilões na história principal algumas vezes. Modo arcade e algo fácil de fazer e acho obrigatório em qualquer game de luta, mas como disse antes o game pareceu um pouco rushado, então isso ficou de fora, poderia ser adicionado como foi no primeiro jogo, mas duvido.

A platina
A platina e bem tranquila, se resume em jogar todos os modos do jogo, e coletar itens e outras ações especificas, não tem troféu online, não tem perdível e não tem aquele modo missão chato do segundo jogo que empaca a platina, então pode demorar um pouco principalmente por conta do modo missão, mas não terá problemas e nem precisa de um guia para a platina, talvez você tenha dificuldade no ultimo chefe apenas, pois até eu tive, mas com persistência você vence ele, se quiser pode ver um vídeo no meu canal onde dou algumas dicas.
Veredito
My hero alls justice e um bom jogo ao meu ver e cumpre seu papel como batalha de arena de anime para um público mais casual, é equivocado cobrar mais complexidade de gameplay de luta para esse jogo, mas sem dúvida podia ser um pouco melhor nisso com um pouco mais de profundidade, as remoções fizeram muita falta, como a questão dos cenários, plus ultra 2 e a localização que não existe, foi relatado alguns problemas de performance, e pude ver algumas coisas esquisitas acontecer enquanto joguei, mas recentemente teve uma atualização com a chegada do dlc1 e não sei dizer ainda se algo foi arrumado quanto a performance, mas se não foi, com certeza vai ser eventualmente. Temos bastante conteúdo, vários modos e personagens.
Então e um jogo que recomendo sim para amantes do gênero e do anime, mas e melhor esperar uma promoção e de preferência pegar uma mídia física para ter sua grana mais valorizada, você pode pegar a mídia física e depois compra o season pass se você for do playstation. O jogo e muito bom e diverte mas está longe de ser o jogo definitivo da franquia, e o pior de tudo, que poderia sim ser o jogo definitivo, mas pelo jeito vai ficar pra próxima.
Pontos Positivos:
- História quase que completa
- Vários modos de jogo
- Bom elenco de personagens
- Personagens com habilidades únicas e diversificadas
- Mecânica rising é bacana
- Modo 3 vs 3 é bem legal
- Visual levemente superior
Pontos Negativos:
- Menos estágios
- Obstáculos nos estágios atrapalha a luta
- Sem plus ultra 2
- Combos individualmente menores
- Não está em português
- Modo história meio pobrinho ou esquisito
- Sem modo arcade
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