Rodrigo_PG - PG Games Brasil

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Rodrigo_PG

Apaixonado por games, do Atari ao contemporâneo.

Minha História com os Videogames

Atari 2600 — Onde tudo começou

Tudo começou em 1989, quando ganhei do meu padrinho um televisor Philco preto e branco de 14 polegadas. Junto com ele vinha um aparelho que eu ainda não fazia ideia do que era, mas que logo se tornaria uma das maiores paixões da minha vida: um Atari 2600.

Na época, aquilo era simplesmente incrível. O console veio acompanhado de quase 10 cartuchos de jogos. Alguns deles ficaram marcados na minha memória até hoje: Enduro, River Raid, H.E.R.O., Pitfall!, Pac-Man e Boxing.

Aquilo virou praticamente um vício. Eu mal queria saber de comer, só pensava em jogar. O mais curioso é que o videogame também aproximava os amigos. Chegávamos a ter dez pessoas esperando a vez para jogar, e mesmo quando desligávamos o console, a conversa continuava por horas. Sempre surgia aquela rivalidade saudável: quem fazia mais pontos ou quem chegava mais longe em H.E.R.O.

Com o tempo, outros amigos também compraram Atari, e então começamos a trocar cartuchos constantemente.

Nintendo (NES) — O salto para o futuro

Um dia, um amigo chamou todo mundo para mostrar uma novidade: ele tinha ganhado um Nintendo Entertainment System.

Quando vimos aquilo funcionando, parecia coisa do futuro. Os gráficos eram muito mais avançados, e naquele momento eu percebi que meu querido Atari já não era mais suficiente.

Claro que veio a famosa frase:

“Mãe, eu quero um Nintendo!”

Mas a resposta foi um balde de água fria. Naquele momento não era possível comprar. Foi difícil entender isso sendo criança.

Então tivemos uma ideia. Eu e mais quatro amigos começamos a fazer pequenos trabalhos pela vizinhança: cortar grama, arrumar cercas, pintar muros. Tudo o que crianças de 9 anos conseguiam fazer.

Depois de dois meses de esforço, conseguimos comprar um clone do Nintendo. E a melhor parte: o videogame passava uma semana na casa de cada um.

Foram incontáveis horas jogando clássicos como Super Mario Bros. 3, Super Tank e Goal. Quando jogávamos na TV colorida de um amigo, a empolgação era ainda maior.

Super Nintendo — Uma nova era

No dia 5 de novembro de 1994, minha mãe chegou em casa com um presente embrulhado.

Quando abri a caixa, lá estava ele: um Super Nintendo Entertainment System, com dois controles e o cartucho de Super Mario World.

Ali tudo ficou mais sério.

Os jogos agora tinham história, objetivos, finais e até sistema de save. Era possível continuar depois de parar, algo revolucionário para mim.

Nunca vou esquecer quando comprei Mortal Kombat II e descobri como transformar o Liu Kang em dragão. Aquilo parecia mágico.

Outro clássico que marcou muito foi International Superstar Soccer Deluxe, especialmente quando o juiz virava um cachorro durante a partida.

Foi também nessa época que começaram as locadoras de jogos. Alugar um cartucho na sexta e devolver na segunda era um ritual. Jogos como The Legend of Zelda: A Link to the Past, Super Metroid, Final Fantasy VI e Super Mario RPG marcaram essa fase.

Eu literalmente contava os dias para chegar sexta-feira.

PlayStation — A revolução dos CDs

Depois veio uma nova revolução: o PlayStation.

Os gráficos em 3D eram impressionantes. Lembro de jogar Winning Eleven por quase 48 horas seguidas com amigos.

A famosa possibilidade de desbloqueio abriu um mundo enorme de jogos. Cheguei a ter quase 400 títulos.

Entre os que mais marcaram estão:

Syphon Filter
Resident Evil 2
Silent Hill
Medal of Honor
Final Fantasy VII
Crash Bandicoot
Foi uma das épocas mais marcantes da minha vida gamer.

PlayStation 2 e a locadora

Com o PlayStation 2, veio também a necessidade de trabalhar.

Comecei a montar minha própria locadora de videogames. Cheguei a ter 10 PlayStation 2 ligados em TVs de 29 polegadas, funcionando até 12 horas por dia.

Ver as crianças se divertindo ali, da mesma forma que eu me divertia anos antes, era uma sensação incrível.

Xbox 360, PS3 e a era dos troféus
Depois vieram novos consoles como o Xbox 360 e o PlayStation 3.

Foi nessa fase que conheci o mundo dos troféus. Um amigo me apresentou o site myPSt, onde comecei a fazer guias, trocar dicas e conhecer pessoas que se tornaram grandes amigos.

Mesmo conciliando trabalho, casamento e uma filha, eu ainda encontrava tempo para jogar, muitas vezes das 22h até 3h da madrugada.

PS4, coleção e o canal

Com o PlayStation 4, minha paixão pelos troféus e pelos jogos cresceu ainda mais.

Foi também nessa fase que comecei a montar uma coleção de consoles e jogos, principalmente aqueles que fizeram parte da minha história.

Além disso, criei meu canal, inicialmente apenas para postar dicas e ajudar outros jogadores. Aos poucos ele foi crescendo e ganhando público.

PS5 e o presente

Quando o PlayStation 5 foi lançado, finalmente consegui comprar um console no lançamento.

A sensação foi incrível.

Hoje tenho praticamente todos os consoles da PlayStation que fizeram parte da minha jornada, e continuo vivendo essa paixão que começou lá atrás, diante de uma simples TV preto e branco de 14 polegadas.

E essa é, em resumo, a minha história com os videogames.

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